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Publicada: 29/01/2018 12:05:16-MT
Juro do cartão de crédito e do cheque especial cai em 2017, mas continua acima de 300% ao ano

Queda está relacionada ao corte da Selic e, no caso do cartão, a medidas adotadas pelo governo sobre o uso do rotativo. Especialistas ainda orientam a evitar essas modalidades de crédito.

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As taxas de juros médias cobradas no cartão de crédito rotativo e no cheque especial, nas operações com pessoas físicas, registraram queda no ano de 2017, mas ainda permaneceram acima da marca dos 300% ao ano, segundo informações divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (29).

 

Cartão de crédito

 

Em dezembro de 2017 os juros médios das operações com cartão de crédito somaram 334,6% ao ano, queda de 163,1 pontos percentuais em relação ao fechamento de 2016, quando estavam em 497,7%.

A forte queda dos juros do cartão de crédito está relacionada com as novas regras adotadas pelo Banco Central no ano passado. Desde então, o consumidor só pode fazer o pagamento mínimo de 15% do cartão por um mês. Na fatura seguinte, o banco não pode mais rodar a dívida: o cliente paga o valor total ou precisa parcelar a dívida em outra linha de crédito, com o juro mais barato.

Mesmo com a queda dos juros do cartão, especialistas recomendam que os consumidores não utilizem essa linha de crédito pois a taxa ainda é muito alta. A recomendação é que os clientes sempre paguem o valor integral de sua fatura.

As classes D e E são 80% dos inadimplentes no cartão de crédito, aponta levantamento da Boa Vista SCPC. Veja dicas para não se tornar uma vítima.

 

Cheque especial

 

Já a taxa média cobrada no cheque especial recuou de 328,6% ao ano, em dezembro de 2016, para 323% ao ano no fechamento de 2017 - uma queda de 5,6 pontos percentuais.

A queda nos juros do cheque especial em 2017 ficou abaixo da verificada na taxa Selic, os juros básicos da economia, que somou 7,25 pontos percentuais no ano passado.

Recentemente, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que é importante a queda dos juros do cheque especial, uma das modalidades mais caras do país, e acrescentou que o Banco Central está estudando "várias coisas" sobre esse assunto.

A recomendação de economistas é que os clientes bancários também substituam essa modalidade por linhas mais baratas, como, por exemplo, o crédito consignado, em que as prestações do empréstimo são descontadas da folha de pagamentos.

 

Juros bancários médios

 

De acordo com o Banco Central, os juros médios nas operações de crédito com recursos livres (sem contar BNDES, crédito rural e imobiliário) atingiram 55,1% ao ano em dezembro, no caso dos empréstimos para pessoas físicas, uma queda de 17,3 pontos percentuais em relação ao fim de 2016, quando eram de 72,4% ao ano, também na média).

No caso dos empréstimos para as empresas, também com recursos livres, a taxa somou 21,5% ao ano em dezembro do ano passado, com recuo de 6,6 pontos percentuais na comparação com o fechamento de 2016 (28,1% ao ano).

No caso dos empréstimos para as empresas, também com recursos livres, a taxa somou 21,5% ao ano em dezembro do ano passado, com recuo de 6,6 pontos percentuais na comparação com o fechamento de 2016 (28,1% ao ano).

 

Fonte: G1



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