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Publicada: 19/09/2017 11:46:18-MT
STF afirma que deputado fugiu "de pijama" após saber de operação da PF

Fabris foi preso na última sexta-feira após Luiz Fux decretar "prisão em flagrante"

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Na decisão que determinou o afastamento e a prisão do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, afirmou que o parlamentar deixou seu apartamento de “pijama” com sua esposa no veículo do casal, uma Range Rover, na última quinta-feira (14) quando foi deflagrada a “Operação Malebolge”.Na ocasião, Fabris era alvo de um mandado de busca e apreensão.

Para o membro da corte máxima da Justiça brasileira, Fabris tinha o objetivo de “frustrar a medida de investigação da organização criminosa”. “A inicial relata, com detalhes, a ocorrência e aponta os dados concretos que fundamentam a conclusão no sentido de fuga, com objetivo de frustrar a medida de investigação da organização criminosa. Neste sentido, juntou cópias de fotografia do requerido, no interior do elevador do seu edifício, às 05h34min, descendo de pijamas e chinelo, com uma valise preta, e, em seguida, deixando o prédio com sua esposa, utilizando-se do veículo Range Rover, de propriedade do casal, para destino incerto não sabido”, diz trecho da decisão.

Para o ministro do STF, a atitude teve o objetivo de causar “embaraço” às investigações, o que configurou “estado de flagrância quanto ao crime de organização criminosa e especialmente o de embaraço à investigação criminal que envolve organização criminosa”. De acordo com a decisão, a Polícia Federal chegou a procurar Fabris pelas ruas de Cuiabá na quinta-feira.

"A polícia logo após descobrir a fuga do deputado estadual Gilmar Fabris, ainda no curso do cumprimento da busca e apreensão, colocou-se em seu encalço",  disse o ministro.

Gilmar Fabris foi preso na última sexta-feira (15) pela própria PF. Ele estava na cidade de Rondonópolis (216 km de Cuiabá), e dirigiu-se até Superintendência da órgão em Cuiabá. Desde então, está recolhido no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).

O pedido foi feito pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que também sugeriu o afastamento do parlamentar de suas atividades na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT)  alegando “incompatibilidade” entre a situação de prisão e o exercício de seu mandato.

“Decreto a prisão em flagrante de Gilmar Fabris, convolando-a em prisão preventiva, à luz dos requisitos cautelares cuja presença se encontra devidamente demonstrada. Determino ainda, a suspensão cautelar do investigado do exercício do mandato parlamentar, nos termos do art. 319, VI, do Código de Processo Penal, por absoluta incompatibilidade da situação de prisão em flagrante com a continuidade do exercício do mandato”.

A operação “Malebolge” foi deflagrada com base nas informações prestadas nos depoimentos de colaboração premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) à PGR. Uma das provas entregues no acordo é um vídeo gravado pelo ex-chefe de gabinete do Silval, Sílvio César Corrêa, onde Fabris supostamente pede dinheiro para apoiar as ações do governo na AL-MT.

O dinheiro recebido de maneira ilícita, de acordo com Silva Barbosa, é parte de um acordo que o executivo tinha com os deputados estaduais, que recebiam uma espécie de “mensalinho” para apoiar os projetos do Palácio Paiaguás.

 

Fonte: Folhamax



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