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Publicada: 20/09/2017 11:45:03-MT
Quatro deputados alvos de operação da PF são afastados da Comissão de Ética da ALMT

Parlamentares tiveram os gabinetes vasculhados por agentes da PF durante a Operação Malebolge. Novos titulares da comissão já foram definidos.

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Quatro deputados alvos da Operação Malebolge, da Polícia Federal, foram afastados dos cargos que ocupavam na Comissão de Ética da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Oscar Bezerra (PSB), Silvano Amaral (PMDB), Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho, e Romoaldo Júnior (PMDB) tiveram os gabinetes vasculhados pelos agentes, na quinta-feira (14).

A mudança na composição da comissão foi informada pelo presidente da ALMT, Eduardo Botelho (PSB), nessa terça-feira (19).

Ao todo, cinco deputados da Comissão de Ética foram citados na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) como supostos beneficiados com o recebimento de propina e de mensalinho do Executivo.

Os parlamentares atuavam na comissão como titulares e suplentes. Os deputados Oscar Bezerra e Silvano Amaral compunham a comissão como membros titulares e Ninho e Romoaldo Júnior, como suplentes.

Guilheme Maluf (PSDB), que também foi citado por Silval Barbosa em depoimentos prestados à Procuradoria Geral da República (PGR), permanece na comissão. Apesar de ter sido citado, ele não foi alvo da Operação Malebolge.

Já foram definidos dois nomes para substitui-los. Leonardo Albuquerque (PSD) e Alan Kardec (PT) assumem as vagas como titulares, no lugar de Oscar Bezerra e Silvano Amaral.

A Operação Malebolge investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação da renda e organização criminosa, na gestão de Silval Barbosa.ar Bezerra e Silvano Amaral.

Segundo o ex-governador, Oscar Bezerra teria lhe procurado para cobrar propina de R$ 15 milhões para não envolver o nome dele na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa, que tramitou na ALMT. A comissão era presidida por Bezerra e apurava irregularidades nas obras do mundial. O relatório final apontou um desvio de R$ 541 milhões. Oscar Bezerra disse que não irá se manifestar sobre as acusações.

Já Silvano Amaral teria cobrado propina de R$ 200 mil para conceder voto favorável e aprovar as contas do governo, em 2015.

O deputado Nininho teria negociado propina para aumentar o pedágio na MT-130, que liga os municípios de Primavera do Leste e Rondonópolis, a 239 km e 218 km de Cuiabá, respectivamente. Silval teria recebido R$ 7 milhões com o esquema. Nininho diz que não vai ser manifestar sobre as acusações.

 

Silval Barbosa afirmou que o deputado Romoaldo Júnior, líder do governo na ALMT entre 2012 e 2013, teria elaborado uma lista com os nomes dos parlamentares que receberiam um 'mensalinho' para garantir apoio aos interesses do governo. O deputado negou as acusações e disse que a verdade será revelada.

 

Fonte: G1 MT



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