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Publicada: 15/03/2018 09:39:26-MT
Servidores e ex-funcionários dizem que tiveram contas usadas por deputados
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Servidores e ex-funcionários da Assembleia, ouvidos por conta da Operação Bereré, declaram que cinco deputados estaduais e um ex-parlamentar usaram as contas bancárias para pagamento de dívidas pessoais. Os citados são os deputados Baiano Filho (PSDB), Mauro Savi (PSB), Romoaldo Júnior (MDB), José Domingos Fraga (PSD) e Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), além do ex-deputado João Malheiros.

A operação apura um suposto esquema de pagamento de propina por meio de um contrato firmado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT). As informações são do repórter Gláucio Nogueira, do Jornal A Gazeta.

Os depoentes foram identificados por meio da quebra de sigilo bancário dos investigados na operação. Conforme os depoimentos, o dinheiro que passou nas contas bancárias destes servidores foi usado no pagamento de contas pessoais dos políticos ou dos gabinetes que eles ocupam. Algumas admitiram terem sacado valores.
De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual, parte do valor do contrato com o Detran era repassado para uma empresa de fachada e, em seguida, distribuída a diversos agentes públicos. Seguindo a trilha deste dinheiro, foram identificadas mais de 150 pessoas que não são investigadas.

Ex-funcionário de Malheiros, J.R.S. contou que os cheques emitidos entre dezembro de 2011 e maio de 2012 por Antônio Eduardo Costa e Silva, investigado na Bereré, totalizam mais de R$ 11 mil e foram trocados para o ex-deputado que, segundo ele, mantinha relações comerciais com Antônio. A reportagem não conseguiu localizar Malheiros para comentar o fato.

Já Baiano Filho aparece em duas situações. Em uma delas, L.O.B.S. explicou que R$ 30 mil em cheques, emitidos por Claudemir Pereira dos Santos, foram usados para pagar despesas do gabinete do parlamentar. Ele não se recorda de quem fez os depósitos em sua conta, mas esclareceu que não tem conhecimento de qualquer relacionamento entre o político e Claudemir.

Num segundo momento, W.P.M. admitiu ter movimentando R$ 5 mil e disse acreditar que sacou o dinheiro por conta de seu trabalho junto ao parlamentar. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria do deputado.

Savi aparece na oitiva de C.A.C., que disse ter recebido mais de R$ 76 mil em cheques emitidos por Santos das mãos do político. O dinheiro, segundo ele, era usado para pagar contas e boletos do parlamentar. A assessoria de Savi não se manifestou até o fechamento da edição.

Romoaldo, por sua vez, foi citado por V.L.S., que sacou um cheque de R$ 33 mil. V.L.S. afirmou acreditar que fez o saque na condição de funcionário do deputado, pois na época costumava descontar cheques e pagar contas. Romoaldo negou ter feito tal pedido, declarou que não conhece Claudemir e que a microfilmagem do cheque poderá esclarecer o caso.

No caso de José Domingos, um assessor diz ter emprestado a conta ao político. O último nome, o de Nininho, aparece no depoimento de T.F.T., que contou ter feito diversas operações para o parlamentar junto a factorings. Um cheque de R$ 10 mil foi compensado em sua conta. A assessoria do político disse que não iria se posicionar.

 

Fonte: RD News



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