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Publicada: 19/09/2017 10:17:17-MT
Deputado nega usar notas frias e alega perseguição política perto das eleições
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O deputado estadual Wancley Carvalho (PV) se defende de acusações e diz que utilizaram seus dados pessoais para emissão de uma nota fiscal. Afirma ainda que desconhece esse documento e tampouco conhece as pessoas e empresas citadas no pedido de abertura de inquérito, que veio à tona na última quinta (14), no Supremo Tribunal Federal (STF). “Foi emitida uma nota fiscal 18 dias após tomar posse como deputado e, somente agora, após quase três anos, quando se aproxima do período eleitoral, esse documento ganha publicidade”, rebate por meio de nota.

O pedido de inquérito no Supremo contra o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) e os estaduais Zeca Viana (PDT), Eduardo Botelho (PSB), Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), e Wancley Carvalho (PV), além do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), tem como base a acusação de envolvimento em um esquema de notas fiscais fraudulentas na Assembleia.

Wancley declara ainda que acusações como essas surgem “misteriosamente” na proximidade com período eleitoral. “Já passei por isso em outras duas eleições municipais, assim como agora, naquela oportunidade, falsas acusações foram divulgadas em momento que julgo estratégico, para denegrir minha imagem perante a opinião pública”, se defende.

A análise do pedido de abertura de inquérito será feita pelo ministro Luiz Fux. A investigação foi proposta no último dia 8 pelo Ministério Público Federal (MPF) e foi motivada pelo depoimento do empresário Hilton Carlos da Costa Campos, ao Gaeco, em 9 de setembro de 2015, no âmbito da Operação Metástase, que investiga desvio de mais de R$ 2 milhões dos cofres da Assembleia, entre 2011 e 2014, por meio da extinta verba de suprimentos.

O parlamentar diz ainda que confia na Justiça e espera que tudo seja esclarecimento o mais rápido. Coloca-se à disposição para comprovar a lisura de seus atos. “Em quase dez anos de vida pública já sofri muitas perseguições e, pelo fato exposto, essa prática continua acontecendo para manchar minha reputação”, suspeita.
Wancley reforça que o inquérito não tem relação com as delações do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). “Creio que, possivelmente, o resultado de minhas ações possa incomodar alguém ou grupo, do qual desconheço”, sustenta.

Inquérito

No depoimento, divulgado pelo site Repórter MT, o empresário confirma a existência do esquema, que teria começado em 2011 e terminado apenas em 2015. Hilton revela que para a emissão de notas frias para comprovar a utilização da verba de suprimentos, a empresa de sua propriedade em sociedade com Victor H. Alves, H.C. da Costa Campos e Cia, foi utilizada.

Hilton declara que no primeiro semestre de 2011 foi procurado por um servidor da Assembleia, de nome Vinicius Prado, que propôs o fornecimento de notas falsas para simular a aquisição de materiais de papelaria e insumos de informática. O empresário, participando do esquema, recebeu em troca 10% sobre o valor de cada nota fraudulenta emitida.

 

Fonte: RD News



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