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Publicada: 26/01/2018 11:03:28-MT
Mais de 20 mil vagas de emprego com carteira assinada foram fechadas no Brasil no ano passado
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A economia brasileira continuou fechando postos de trabalho com carteira assinada no ano passado. Foram eliminados 20.832 empregos formais, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho. O número é a diferença entre as contratações, que somaram 14.635.899, e as demissões em 2017, que totalizaram 14.656.731.

Esse foi o terceiro ano consecutivo com perda de vagas formais. Em 2015 e 2016, foram fechados 1,53 milhão e 1,32 milhão de vagas, respectivamente. Apesar do fechamento de empregos com carteira assinada, o resultado do ano passado foi o melhor em três anos, ou seja, desde 2014, quando foram criadas 420,69 mil vagas de trabalho com carteira assinada.

“Para os padrões do Caged, essa redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado na maioria dos meses do ano passado e apontando para um cenário otimista neste ano que está começando”, declarou o ministro do Trabalho interino, Helton Yomura.

Com o corte de vagas em 2017, o Brasil fechou o ano com um estoque de 38,29 milhões de empregos formais existentes. Esse é o montante mais baixo desde o final de 2011, quando 38,25 milhões de pessoas ocupavam empregos com carteira assinada no País. No final de 2016, o Brasil tinha 38,32 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada.

Mês de dezembro

Somente em dezembro de 2017, as demissões superaram as contratações em 328.539 vagas com carteira assinada. O fechamento de postos foi menor do que o registrado no mesmo mês de 2016, quando 462.366 pessoas perderam o emprego. Dezembro é tradicionalmente um mês que registra demissões. Apesar da queda de vagas, foi o melhor mês de dezembro desde 2007 (-319.414 vagas fechadas).

Setores

De acordo com os números do governo, cinco dos oito setores da economia brasileira fecharam vagas no ano passado: indústria extrativa mineral (-5.868 postos formais), indústria de transformação (-19.900 empregos), serviços industriais de utilidade pública (-4.557 vagas), construção civil (-103.968 postos) e administração pública (-575). Registraram aumento de vagas: comércio: (40.087), serviços (36.945) e agropecuária (37.004).

Regiões 

Entre as regiões do País, houve saldo positivo na geração de empregos no Centro-Oeste, 36.823 postos, e no Sul, onde foram criadas 33.395 novas vagas. No Norte, por sua vez, houve estabilidade, com o fechamento de apenas 26 postos no acumulado do ano, enquanto no Sudeste (-76.600 postos) e no Nordeste (-14.424 postos) foram registradas quedas na geração de emprego.

O ano foi positivo para o mercado de trabalho em 15 unidades da Federação. Os destaques foram Santa Catarina (29.441 postos), Goiás (25.370 postos), Minas Gerais (24.296 postos), Mato Grosso (15.985 postos) e Paraná (12.127 postos).

Entre os Estados que tiveram redução no número de vagas formais, destacam-se Rio de Janeiro (-92.192 postos), Alagoas (-8.255 postos), Rio Grande do Sul (-8.173 postos), Pará (-7.412 postos) e São Paulo (-6.651 postos).

 

Fonte: O Sul



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