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Publicada: 07/02/2018 12:20:19-MT
Brasil registra 98 mortes por febre amarela desde julho do ano passado
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O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (07) um novo balanço dos casos de febre amarela silvestre e das mortes pela doença no Brasil. Foram registradas 353 ocorrências confirmadas, sendo que 98 pessoas morreram de 1º de julho de 2017 a 6 de fevereiro de 2018.

Até a última semana, o balanço era de 81 mortes e 213 casos de febre amarela em todo o País. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 509 casos e 159 mortes, informou o ministério. Segundo o boletim atual, foram notificados 1.286 casos suspeitos até 6 de fevereiro deste ano, sendo que 510 foram descartados e 423 permanecem em investigação.

Os dois Estados mais afetados são São Paulo e Minas Gerais, com 161 e 157 casos confirmados, respectivamente. O Rio de Janeiro detectou 34 infecções por febre amarela, seguido do Distrito Federal, com apenas uma pessoa. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

As primeiras manifestações da febre amarela são inespecíficas, já que podem ser confundidas com outras doenças. As pessoas atingidas podem apresentar, no entanto, febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias, mas a maioria melhora após esse período, de acordo com informações da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Vacina

A ressurgência da febre amarela no Brasil trouxe à tona a necessidade de desenvolver uma nova vacina contra a doença, com menos risco de efeitos adversos. A vacina atual, usada desde a década de 1930, é comprovadamente segura, mas há casos raros de pessoas doentes – que chegam a morrer após a injeção.

“Sim, estamos preocupados. Não estamos satisfeitos”, disse o especialista Akira Homma, assessor científico sênior do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz, instituição responsável pelo desenvolvimento e produção da vacina da febre amarela no Brasil. Pesquisas já estão em curso para o desenvolvimento de um novo imunizante, mas levará ao menos uma década para se chegar a um produto final, testado e aprovado.

Até lá, a vacina atual continuará a ser usada. “O custo-benefício é muito positivo”, afirma Homma, ressaltando que os riscos são bem menores do que os da doença — cuja taxa de mortalidade, nos casos mais graves, beira os 50%. Efeitos colaterais simples, como mal-estar, febre e dor de cabeça são relativamente comuns, ocorrendo em até 5% dos vacinados.

Já a forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A febre amarela é transmitida quando um mosquito pica um ser humano ou um macaco infectado e, depois, com o vírus em seu organismo, volta a picar uma pessoa ou animal.

 

Fonte: O Sul



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