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Publicada: 19/04/2018 10:02:23-MT
Hypera: os velhos problemas da nova Hypermarcas

ÀS SETE - Mudar de nome não foi suficiente para a farmacêutica ficar fora da Lava Jato e nesta quinta a empresa terá que se explicar aos acionistas

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A farmacêutica Hypera Pharma, antiga Hypermarcas, realiza nesta quinta-feira sua assembleia geral ordinária. Como trata-se de algo rotineiro, o evento anual costuma ter sempre os mesmos pontos, como a aprovação do balanço do ano anterior e a definição da remuneração de seus diretores.

Mas nesta quinta a empresa terá que explicar, mais uma vez, por que seu nome foi parar nas páginas policiais dos jornais.

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca no escritório da Hypera em São Paulo no último dia 10. A busca fez parte da Operação “Tira-Teima”, em mais um desdobramento da Operação Lava Jato.

O procedimento foi realizado com base na delação premiada do ex-diretor da até então Hypermarcas, Nelson José de Mello. O executivo era homem de confiança do controlador da Hypera Pharma, João Alves de Queiroz Filho, e relatou o pagamento de propinas a políticos para atender a demandas da empresa.

Mello renunciou ao cargo em 2016 e em junho daquele ano a farmacêutica concluiu uma auditoria externa que concluiu que o executivo autorizou, sem o conhecimento da empresa, despesas sem comprovação de serviços. No fim do ano passado, a Hypermarcas anunciou a mudança de nome.

O nome veio após uma série de vendas da empresa no setor de consumo para focar no segmento farmacêutico. De quebra, a empresa tinha a esperança de acabar com a ligação de seu nome à Operação Lava-Jato.

As ações da Hypera chegaram a cair 3,2% no dia da nova operação, mas já recuperaram o valor anterior à operação. A incerteza, no entanto, continua. “É difícil saber se o que virá dessa busca afetará outras partes e outros executivos da empresa”, afirma uma advogada do setor financeiro.

 

No dia da operação, a Hypera publicou uma nota informando que “não é alvo de nenhum procedimento investigativo, nem se beneficiou de quaisquer atos praticados isoladamente pelo ex-executivo.”

 

 

Fonte: Revista Exame



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